Uma professora de 63 anos foi morta dentro da própria residência na madrugada desta segunda-feira (29), no bairro Vista Verde II, em Lambari, no Sul de Minas. O principal suspeito do crime é o filho da vítima, de 28 anos, que foi preso poucas horas depois. A companheira dele também foi detida por suposta participação no caso.
A vítima, identificada como Patrícia de Lourdes Pereira Borges, foi encontrada sem vida dentro do imóvel. De acordo com informações da Polícia Militar, ela teria sido agredida com diversos golpes na região do rosto durante uma discussão. Após as agressões, o corpo teria sido arrastado até o banheiro da casa.
Após o crime, o suspeito deixou o local. Imagens de câmeras de segurança registraram sua movimentação pelas ruas da cidade entre 3h e 3h30 da madrugada. Em um dos registros, ele aparece fazendo ameaças contra outra pessoa. Os vídeos serão analisados pela Polícia Civil no decorrer das investigações.

Segundo a PM, o homem foi localizado posteriormente em um ponto conhecido pelo comércio de drogas na área central de Lambari. Aos policiais, ele teria admitido ter cometido o homicídio, alegando que a discussão com a mãe estava relacionada ao uso de entorpecentes.
Durante depoimento na delegacia, o suspeito voltou a confessar o crime. Conforme o delegado Cristiano Valverde, ele relatou que o desentendimento começou após a mãe pedir que diminuísse o volume do som. O investigado também afirmou ter levado o telefone celular, um cartão bancário e R$ 185 que pertenciam à vítima.
Os levantamentos periciais indicam que Patrícia sofreu múltiplas lesões no rosto e que, após cair, teve a cabeça violentamente impactada contra o chão, o que pode ter provocado traumatismo cranioencefálico. Em seguida, o corpo teria sido arrastado e coberto no banheiro da residência.
As investigações apontam ainda que, após sair da casa, o suspeito seguiu para a rodoviária do município, onde teria adquirido drogas. A Polícia Civil também trabalha para identificar o destino dos pertences levados da vítima.
Em um primeiro momento, a ocorrência foi registrada pela Polícia Militar como latrocínio, devido ao desaparecimento de objetos pessoais e dinheiro. No entanto, após a análise inicial dos fatos e os depoimentos colhidos, a Polícia Civil passou a tratar o caso como feminicídio.
O caso segue sob investigação.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Reportagem: g1 Sul de Minas





