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Idoso de 71 anos desaparece em Elói Mendes e família faz buscas

images Idoso de 71 anos desaparece em Elói Mendes e família faz buscasJoaquim Inocêncio não é visto desde a noite de 24 de agosto. Parentes acreditam que sequelas de um AVC e um quadro de depressão possam ter influenciado o desaparecimento

Familiares e a Polícia Civil procuram por Joaquim Inocêncio, de 71 anos, desaparecido em Elói Mendes, no Sul de Minas. O idoso foi visto pela última vez na noite de 24 de agosto, quando estava em casa.

De acordo com os parentes, a principal suspeita é de que Joaquim tenha deixado a residência durante a madrugada, possivelmente pulando o muro do quintal. Na manhã seguinte, a cuidadora chegou ao imóvel e percebeu que ele não estava mais no local.

A família relata que o idoso sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) há aproximadamente dois anos e, desde então, passou a apresentar dificuldades de memória. Segundo o sobrinho, André Luís Inocêncio, Joaquim também desenvolveu um quadro de depressão após o problema de saúde.

“Tinha a vida dele normal, era uma pessoa muito boa, honesta, trabalhador, sempre trabalhou nas roças. Aí depois uns dois anos pra cá que ele teve um AVC. Eu acho que o AVC deixou uma sequela nele de esquecimento”, contou.

Ainda segundo o sobrinho, Joaquim sempre teve uma rotina ativa e costumava trabalhar diariamente. A mudança provocada pelas limitações após o AVC teria contribuído para que ele passasse a demonstrar maior vontade de sair de casa.

Familiares procuram por pistas

Durante as buscas, parentes receberam a informação de que Joaquim teria sido visto em um trecho da rodovia entre Cordislândia e Monsenhor Paulo. A família foi até a região indicada, mas não conseguiu localizá-lo.

Os familiares também fizeram buscas em áreas de mata e outros pontos próximos. A preocupação aumenta principalmente pelas condições enfrentadas pelo idoso desde que desapareceu.

Márcio Nilio Luciano Inocêncio, irmão de Joaquim, relatou a apreensão da família diante da falta de notícias.

“Sem saber se ele está comendo, se ele está tomando essas chuvas. Na primeira noite que saiu, choveu a noite. Aí nós já saímos, saímos eu e o irmão dela ali, procurando”, afirmou.

Mais de 900 desaparecimentos no Sul de Minas

O desaparecimento de Joaquim ocorre em meio a um aumento dos registros de pessoas desaparecidas na região.

Entre janeiro e agosto de 2026, o Sul de Minas registrou 922 ocorrências de desaparecimento. Desse total, 88 envolveram pessoas com mais de 60 anos.

Os casos entre idosos apresentaram crescimento de 29% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo o neurologista Daniel Ribeiro, algumas doenças neurológicas e suas consequências podem prejudicar a capacidade de orientação espacial dos idosos. Entre elas estão o Alzheimer e sequelas provocadas por AVC.

O especialista explica que o cérebro possui mecanismos responsáveis por ajudar uma pessoa a identificar sua localização e encontrar o caminho de volta.

“É como se o nosso cérebro tivesse um GPS interno. E com o passar do tempo, principalmente se esse idoso apresenta alguma comorbidade, pode acontecer dessa função não funcionar bem”, explicou.

Ainda conforme o neurologista, uma pessoa pode conseguir sair de casa, mas ter dificuldade para reconhecer o local onde está posteriormente e encontrar o caminho de retorno. Em alguns casos, também pode haver dificuldade para informar a outras pessoas que está perdido.

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