A troca de comando da rodovia Rodovia Fernão Dias tem sido marcada por tensão e acusações entre as empresas envolvidas. O Tribunal de Contas da União decidiu intervir no processo após denúncias feitas pelo Grupo Motiva, que assumirá a concessão no lugar da Arteris S.A..
De acordo com a Motiva, a atual administradora teria adotado medidas consideradas prejudiciais durante a transição. Entre as alegações estão a exclusão de dados importantes e a desativação de sistemas digitais utilizados na operação da rodovia, como e-mails corporativos e plataformas de trabalho colaborativo. A empresa também afirma que houve antecipação de receitas, o que teria inflado artificialmente o caixa da concessionária antes da entrega da gestão.

Diante da gravidade das denúncias, o caso chegou ao TCU, que optou por uma intervenção cautelar para acompanhar de perto a transferência da concessão. O relator do processo, o ministro Bruno Dantas, criticou duramente as supostas práticas, classificando a situação como uma espécie de “sabotagem” na transição administrativa.
A Arteris S.A., por sua vez, nega todas as acusações e afirma que tem seguido os procedimentos previstos no contrato. Paralelamente, a Polícia Federal do Brasil foi acionada para apurar os fatos e verificar se houve irregularidades no processo.
Enquanto isso, a mudança de gestão de uma das principais rodovias que liga Minas Gerais a São Paulo segue cercada de incertezas e sob fiscalização rigorosa dos órgãos de controle.






