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Polícia procura mulher investigada por golpes de R$ 1 milhão em Itanhandu

golpe itanhandu Polícia procura mulher investigada por golpes de R$ 1 milhão em ItanhanduUma mulher de 28 anos é procurada pela Polícia Civil em Itanhandu, no Sul de Minas, durante uma investigação que apura uma série de supostas fraudes financeiras. Segundo as autoridades, ao menos cinco pessoas teriam sido prejudicadas e o valor dos danos pode ultrapassar R$ 1 milhão.

A Justiça determinou a prisão preventiva da investigada, identificada como Luana Oliveira Franco da Rosa. Policiais foram até o endereço dela no dia 16 de setembro para cumprir a ordem judicial, mas ela não foi encontrada no local.

De acordo com as informações reunidas pela investigação, entre as suspeitas está a realização de financiamentos de veículos utilizando documentos de outras pessoas. As vítimas, segundo a polícia, não teriam conhecimento das operações realizadas em seus nomes.

Além dos financiamentos, a investigação apura possíveis empréstimos obtidos pela mulher junto a pessoas do círculo de convivência. A suspeita teria pedido dinheiro com a promessa de devolução, mas os valores não teriam sido quitados.

Documentos e dados bancários teriam sido utilizados

A apuração indica que parte das pessoas envolvidas conhecia a investigada pessoalmente. Amigos, familiares e conhecidos estariam entre os possíveis alvos.

Uma das pessoas que procurou as autoridades é uma mulher de 72 anos que afirma conhecer Luana há mais de dez anos e ter mantido proximidade com ela.

Segundo o relato apresentado à polícia, a investigada teria solicitado documentos pessoais e dados bancários sob diferentes justificativas. Entre os motivos mencionados estariam questões relacionadas a cadastro, dívidas e despesas.

Os investigadores também apuram situações em que vítimas teriam feito reconhecimento facial e permitido que a investigada tivesse acesso aos seus celulares.

Investigada não foi encontrada

Durante a tentativa de cumprimento da prisão preventiva, os policiais foram até a residência da mulher, mas foram informados pela mãe dela de que Luana não estava no imóvel.

A polícia recebeu informações de que ela poderia ter deixado a região. Santos, no litoral paulista, e Cruzeiro, no Vale do Paraíba, estão entre os locais mencionados durante as diligências.

As autoridades continuam realizando buscas para localizar a investigada e também trabalham para identificar outras possíveis vítimas.

Defesa afirma que investigada colaborou com apuração

A defesa de Luana, feita pelo escritório Firmino Advocacia, informou à EPTV que a mulher esteve espontaneamente na Delegacia de Polícia de Itanhandu no dia 3 de setembro para prestar esclarecimentos.

Os advogados sustentam que ela vem colaborando com as autoridades e contestam a necessidade da prisão preventiva. Segundo a defesa, não haveria elementos concretos que justificassem a manutenção da medida.

Ainda conforme os representantes legais, medidas judiciais já foram apresentadas com o objetivo de permitir que a investigada acompanhe o processo em liberdade.

A investigação continua. Pessoas que tenham informações sobre o paradeiro da mulher ou que acreditam ter sido vítimas de possíveis fraudes são orientadas a procurar a Polícia Civil e formalizar a denúncia.

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