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Mulher incendeia loja de telefonia em Lambari após descobrir relacionamento do ex com funcionária

vivolambari Mulher incendeia loja de telefonia em Lambari após descobrir relacionamento do ex com funcionáriaUma mulher de 41 anos provocou um incêndio dentro de uma loja de telefonia no Centro de Lambari, no Sul de Minas, na manhã desta quinta-feira (20). Segundo a Polícia Militar, o ataque teria sido motivado por uma questão passional envolvendo o ex-companheiro da suspeita e uma funcionária do estabelecimento.

Ninguém ficou ferido durante a ocorrência. A ação foi registrada pelas câmeras de segurança da loja.

De acordo com os relatos colhidos pelos policiais, a mulher foi ao estabelecimento à procura de uma atendente que teria iniciado um relacionamento com seu ex-companheiro. A funcionária contou à polícia que os dois começaram a se relacionar no sábado (15) e que, desde então, ela vinha recebendo ameaças.

Entre as ameaças, segundo o depoimento, estaria a promessa de que a mulher jogaria ácido em seu rosto.

As imagens de segurança mostram a suspeita entrando na loja e se aproximando da área onde estavam as atendentes. Em seguida, ela acende um fósforo e o lança sobre uma mesa, que começa a pegar fogo.

Assustadas, as funcionárias deixam o local e correm para os fundos do estabelecimento. Algumas conseguem entrar em uma sala e trancar a porta, enquanto outra funcionária consegue sair da loja.

Na sequência, a mulher tenta acessar a sala onde as atendentes haviam se escondido. Como não consegue abrir a porta, ela derruba um objeto que estava sobre uma mesa, acende outro fósforo e inicia um novo foco de incêndio.

As imagens também mostram a suspeita segurando um objeto e atingindo computadores instalados sobre a mesa de atendimento.

Um dos computadores foi destruído e parte do mobiliário ficou danificada pelas chamas. A porta da sala onde as funcionárias se refugiaram também foi atingida e ficou com um buraco.

Conforme o registro policial, a mulher chegou ao estabelecimento carregando uma barra de ferro e uma garrafa com aproximadamente 500 mililitros de gasolina.

Ainda segundo os relatos das funcionárias, ao entrar na loja, ela teria se aproximado de uma delas e dito para que não corresse. Depois, teria jogado o combustível em direção às pessoas que estavam na área de atendimento e colocado fogo no local.

As funcionárias também relataram que a mulher cobrava um pedido de desculpas por meio das redes sociais.

Após o ataque, a suspeita deixou a loja antes da chegada dos policiais. Até o encerramento da ocorrência, ela não havia sido localizada.

O fogo foi controlado com o auxílio de uma pessoa que passava pelo local e utilizou um extintor disponível no próprio estabelecimento.

Durante as buscas para localizar a suspeita, os policiais também conversaram com o ex-companheiro dela.

O homem contou que havia terminado o relacionamento depois de descobrir uma traição. Apesar da separação, os dois ainda permaneciam na mesma residência enquanto negociavam a venda do imóvel.

Ele também informou ser Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e possuir uma pistola Taurus PT92, calibre 9 mm, devidamente registrada.

Segundo o homem, na quarta-feira (19), ele percebeu que a arma havia desaparecido do local onde costumava guardá-la e passou a suspeitar que a ex-companheira pudesse ter retirado o armamento.

Com autorização do morador, os policiais realizaram uma busca na residência. A pistola foi encontrada em um quarto utilizado exclusivamente pela suspeita, junto com um carregador e 14 munições calibre 9 mm.

O armamento foi apreendido pela polícia.

Os militares também recolheram uma garrafa que apresentava resíduos de gasolina e que, conforme as informações reunidas durante a ocorrência, teria sido utilizada no ataque à loja.

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