Arcebispo norte-americano, conhecido por seu trabalho de evangelização pelo rádio e pela televisão, é oficialmente reconhecido como beato pela Igreja Católica
ST. LOUIS, EUA — A Igreja Católica celebrou nesta quinta-feira, 24 de setembro, a beatificação de Fulton J. Sheen, arcebispo norte-americano que se tornou conhecido mundialmente por sua atuação como pregador, escritor e pioneiro da evangelização por meio dos meios de comunicação.
A cerimônia foi realizada no The Dome at America’s Center, em St. Louis, no estado do Missouri, reunindo dezenas de milhares de fiéis. A celebração foi presidida pelo cardeal Luis Antonio Tagle, representante do papa Leão XIV. Com a beatificação, Sheen passa a ser oficialmente chamado de Beato Fulton J. Sheen, dando um novo passo no processo que pode levar à sua canonização.
Um evangelizador diante das câmeras
Nascido em 8 de maio de 1895, em El Paso, Illinois, Fulton John Sheen foi ordenado sacerdote e posteriormente tornou-se bispo e arcebispo. Durante o século XX, ganhou grande notoriedade nos Estados Unidos por utilizar o rádio e a televisão para apresentar ensinamentos da fé católica. Seu programa televisivo Life Is Worth Living alcançou milhões de espectadores e transformou Sheen em uma das figuras religiosas mais conhecidas da televisão norte-americana. Além da atuação nos meios de comunicação, Sheen escreveu numerosos livros e dedicou parte importante de seu ministério à pregação, ao ensino e à formação dos católicos.
O caminho até a beatificação
A causa de canonização de Fulton Sheen avançou durante o pontificado de Bento XVI. Em 2012, ele foi declarado Venerável, depois do reconhecimento de suas virtudes heroicas.
Em 2019, o Vaticano reconheceu oficialmente um milagre atribuído à sua intercessão. O caso envolveu James Fulton Engstrom, que sobreviveu a uma condição considerada fatal após seu nascimento em 2010. A família havia rezado pela intercessão de Sheen. O processo de beatificação, inicialmente previsto para 2019, acabou sendo adiado. Em fevereiro de 2026, a Diocese de Peoria anunciou que a Santa Sé havia autorizado a retomada do processo.
Uma celebração marcada pela memória
Durante a cerimônia em St. Louis, as relíquias de Sheen tiveram papel central na celebração. Entre elas estava um relicário levado pelo adolescente James Fulton Engstrom, que recebeu o mesmo nome do arcebispo e cuja recuperação está no centro do milagre reconhecido pela Igreja. A beatificação encerra uma longa etapa do processo de reconhecimento da vida e da obra de Sheen e abre oficialmente o caminho para a eventual canonização. Em mensagem divulgada antes da cerimônia, o papa Leão XIV destacou o trabalho de Sheen na evangelização por meio dos meios de comunicação e afirmou esperar que seu exemplo incentive novas formas de anunciar o Evangelho. Fulton Sheen morreu em Nova York, em 9 de dezembro de 1979, aos 84 anos. Quase cinco décadas depois, seu nome voltou a ocupar o centro das atenções da Igreja Católica nos Estados Unidos com a proclamação como Beato.
- Sobre coerência e verdade: Destaca que a incoerência de vida nos molda ao que vivemos e que os princípios morais não mudam conforme a opinião da maioria. Criticou também a falsa tolerância que equipara o bem ao mal e apontou que a verdadeira Igreja de Cristo é aquela que desafia e contraria os valores do mundo, acolhendo a todos apesar das imperfeições humanas. [1, 2, 3, 4]
- Sobre a entrega e o afeto: Vê o amor humano como um reflexo da eternidade, o matrimônio como a doação total de si próprio e ressalta que a verdadeira prova de amor neste mundo exige sempre sacrifício. [1, 2, 3, 4]
- Sobre a dor e a fé: O arcebispo reflete que a dor pode ser o instrumento divino para alcançar corações endurecidos, descreve os destinos após a morte entre o inferno, purgatório e céu, define a paciência como uma forma de poder e discernimento, e brinca com as atitudes matinais perante a vida e Deus.




