O Exército Brasileiro amplia o desenvolvimento e a avaliação de tecnologias voltadas ao emprego de sistemas não tripulados, como parte do processo de transformação da Força Terrestre. Por meio do Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e em parceria com empresas da Base Industrial de Defesa, a Força desenvolve soluções que integram sensores, sistemas de comunicação e armamentos a plataformas terrestres e aéreas.
Dentre as tecnologias, estão veículos terrestres remotamente pilotados, sistemas de detecção, soluções antidrones, inteligência artificial e drones destinados a diferentes missões.
Das iniciativas destacam-se o desenvolvimento de um protótipo de veículo terrestre não tripulado equipado com um lançador duplo para o míssil anticarro MAX 1.2 AC. A plataforma permite transportar e posicionar o armamento por controle remoto.
Desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx) em parceria com a empresa ARES, o REMAX é um Sistema de Armas Remotamente Controlado (SARC) que permite ao atirador operar abrigado e protegido no interior da viatura, aumentando a segurança e a eficiência em operações. Possui um sistema óptico equipado com câmeras diurna, termal e um telêmetro laser, além de permitir estabilização do armamento em dois eixos. Portanto, o sistema mantém alta precisão mesmo com a viatura em movimento e/ou em condições adversas de visibilidade.
Detecção de radiação
Outra iniciativa reúne o CTEx e o Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (IDQBRN) no desenvolvimento de uma capacidade para detecção de riscos radiológicos. O projeto integra um veículo terrestre remotamente pilotado, desenvolvido pelo CTEx com recursos destinados à pesquisa, desenvolvimento e inovação, a um detector de radiação pertencente ao IDQBRN.
Novas capacidades
O Exército também desenvolve estudos com empresas da Base Industrial de Defesa envolvendo sistemas terrestres remotamente pilotados, tecnologias para detecção e enfrentamento de drones com auxílio de inteligência artificial, munições que permanecem em voo até a definição do alvo e drones destinados a missões de ataque.
Essas iniciativas envolvem a integração de sensores, equipamentos de comunicação e sistemas de armas às plataformas não tripuladas. O desenvolvimento dessas tecnologias contribui para a geração de capacidades que poderão ser avaliadas e, conforme os resultados obtidos nas diferentes etapas de desenvolvimento e experimentação, eventualmente incorporadas ao emprego da Força Terrestre.

FONTE: SITE EXERCITO BRASILEIRO EB.MIL.COM.BR





