
IMAGEM: Reprodução Lorena Lemos
Uma bebê morreu horas após o nascimento no Hospital Regional de Varginha, no Sul de Minas, na segunda-feira (10). A família registrou um boletim de ocorrência e questiona o atendimento recebido pela mãe durante a gestação e no parto.
Segundo a declaração de óbito, a recém-nascida morreu em decorrência de asfixia grave e síndrome de aspiração de mecônio.
A mãe, Lívia Salgado Tavares Silva, afirma que procurou o hospital cerca de 15 dias antes do parto após perceber uma possível perda de líquido. Segundo ela, foi avaliada e liberada após os médicos informarem que não havia evidências de perda.
Na madrugada do parto, Lívia retornou à unidade com contrações. De acordo com o relato da família, uma cardiotocografia identificou alterações nos batimentos cardíacos da bebê. Um médico teria recomendado a realização de uma cesariana, mas, segundo a mãe, outro exame foi solicitado antes do procedimento.
A bebê, chamada Isa pelos familiares, nasceu posteriormente e morreu horas depois.
A família também questiona o tempo de espera para o parto e afirma ter dificuldades para obter os prontuários médicos. Os documentos são considerados importantes para esclarecer os procedimentos realizados, os horários dos exames e as decisões tomadas pela equipe.
O boletim de ocorrência deverá ser encaminhado à Polícia Civil, que poderá investigar o caso e solicitar documentos e depoimentos.
Apesar dos questionamentos da família, não há, até o momento, conclusão oficial de que tenha ocorrido negligência médica. A declaração de óbito aponta asfixia grave e aspiração de mecônio, e a eventual existência de falha no atendimento dependerá da análise dos registros médicos e da investigação das autoridades.






