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Coren-MG realiza diligência em hospital de São Lourenço após denúncia envolvendo profissional da saúde

Representantes do Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (Coren-MG) estiveram nesta segunda-feira (15) no Hospital São Lourenço para dar continuidade à apuração administrativa relacionada a uma denúncia de suposta importunação sexual registrada por uma profissional de enfermagem da unidade.

A ação teve duração de aproximadamente três horas e incluiu a coleta de depoimentos e a análise de documentos considerados relevantes para o processo. A investigação foi motivada por uma denúncia apresentada pela enfermeira Bianca Caroline de Carvalho, de 26 anos, que relata ter sido vítima de importunação sexual durante um plantão realizado no dia 30 de maio.

Conforme consta no registro policial, a profissional informou que foi chamada ao consultório médico para tratar de assuntos relacionados ao trabalho. Segundo seu relato, ao chegar ao local, o médico teria fechado a porta e tentado beijá-la sem seu consentimento. O médico José Fábio Capozzi, de 48 anos, nega as acusações.

Na ocasião do ocorrido, o profissional chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após passar por audiência de custódia realizada no dia seguinte.

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De acordo com a fiscal do Coren-MG, Milene Aguiar, a equipe concentrou os trabalhos na oitiva de testemunhas citadas na denúncia e na verificação de procedimentos internos da instituição hospitalar.

Enquanto isso, a Polícia Civil segue conduzindo as investigações criminais. Em nota, a corporação informou que o caso tramita sob sigilo e que novas diligências continuam sendo realizadas.

O procedimento instaurado pelo Coren-MG possui caráter administrativo e ainda não há previsão para sua conclusão. Após o encerramento da apuração, um relatório será submetido à apreciação do plenário do conselho.

Caso os fatos denunciados sejam confirmados, o Coren poderá adotar medidas institucionais em defesa da profissional, incluindo a emissão de desagravo público, instrumento utilizado para manifestar repúdio a situações de violência ou ofensa sofridas por profissionais no exercício de suas funções.

Por meio de nota, o Hospital São Lourenço informou que colaborou com a fiscalização e disponibilizou todas as informações solicitadas pela equipe do conselho. A reportagem também buscou contato com o médico citado na denúncia, mas não recebeu retorno até o fechamento desta matéria.

 

Foto: Institucional Hospital São Lourenço
Reportagem: G1 Sul de Minas / EPTV

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