O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que forças americanas realizaram um “ataque de grande escala” contra a Venezuela e que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores teriam sido capturados durante a operação. Segundo Trump, ambos foram retirados do país, embora não tenha informado para onde foram levados nem sob qual base legal a ação ocorreu.
O anúncio foi feito por meio de uma publicação na rede social, na qual o presidente norte-americano declarou que a operação contou com a atuação conjunta de forças militares e de aplicação da lei dos Estados Unidos. Trump informou ainda que mais detalhes seriam divulgados em uma coletiva de imprensa marcada para as 11h, no horário local, em Mar-a-Lago, na Flórida.
De acordo com relatos divulgados por fontes venezuelanas, bases militares em Caracas e em ao menos outros três estados do país teriam sido bombardeadas durante a madrugada. Até o momento, não há um balanço oficial sobre vítimas civis ou militares, e o governo venezuelano ainda não apresentou uma versão detalhada dos acontecimentos.

Em entrevista rápida ao New York Times, concedida minutos após a publicação, Trump elogiou o planejamento da operação e classificou a ação como “brilhante”. Questionado sobre uma eventual autorização do Congresso dos Estados Unidos para a ofensiva, o presidente evitou responder, afirmando que novas informações seriam apresentadas apenas na coletiva de imprensa.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros militares sobrevoando Caracas durante a madrugada, enquanto explosões iluminam o céu da capital. Segundo relatos não confirmados, aeronaves do tipo CH-47 Chinook, utilizadas em operações especiais, teriam participado da ação. O governo venezuelano afirmou que ataques atingiram Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, teria antecipado que Maduro e Cilia Flores seriam julgados em território americano, enfrentando acusações que incluem narcoterrorismo. Até o fechamento desta reportagem, não houve confirmação oficial independente sobre a captura do presidente venezuelano, nem posicionamento formal do governo da Venezuela sobre o paradeiro de seu chefe de Estado.
A situação eleva a tensão diplomática e militar na região e segue sendo acompanhada com atenção por governos e organismos internacionais.






