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Surto de sarna humana chega a cerca de 150 casos em Alfenas e mobiliza rede municipal

cce8e72711bf28a1d2ce4e742c7bcd1a Surto de sarna humana chega a cerca de 150 casos em Alfenas e mobiliza rede municipalDuas unidades de educação infantil tiveram as atividades interrompidas temporariamente após aumento das confirmações; prefeitura criou comitê para acompanhar a situação

A cidade de Alfenas, no Sul de Minas Gerais, enfrenta um aumento expressivo nos registros de escabiose, conhecida popularmente como sarna humana. Desde o final de agosto, aproximadamente 150 casos foram confirmados no município, levando a Prefeitura a adotar medidas para tentar conter a disseminação da doença.

Entre as ações adotadas está a criação de um comitê especial, formado para acompanhar a evolução dos casos e coordenar as medidas de controle. O aumento das ocorrências também atingiu o ambiente escolar: duas unidades municipais precisaram interromper temporariamente as atividades devido à quantidade de diagnósticos. As aulas e demais atividades foram retomadas nesta quinta-feira.

Uma das ocorrências envolve uma criança de dois anos matriculada em uma creche do bairro Santo Edwirges. Segundo a família, os primeiros sintomas demoraram a ser identificados porque a menina já apresentava dermatite. O quadro mudou quando surgiram pequenas lesões acompanhadas de coceira intensa.

A criança foi levada para avaliação médica e recebeu o diagnóstico de escabiose. Ela permanece em casa durante o período de tratamento e, segundo a mãe, está bem.

Casos em escolas

Entre as instituições atingidas está o Centro Municipal de Educação Infantil Dona Vanja, conhecido como Beija-Flor, localizado no bairro Campos Elíseos. A Vigilância Epidemiológica identificou 20 casos na unidade, sendo 18 entre crianças e dois entre funcionários.

Na Escola Professora Maria Conceição Carvalho, a Dona Zínica, no Jardim São Carlos, foram contabilizados outros 25 casos. Desse total, 19 correspondem a estudantes e seis a servidores.

Diante do cenário, o município também estruturou um ponto de apoio exclusivo para pessoas com suspeita ou diagnóstico de escabiose. O atendimento está sendo realizado nas dependências da Escola Dr. João Januário Magalhães. Paralelamente, as unidades básicas de saúde continuam atendendo normalmente a população.

Tratamento precisa envolver pessoas próximas

A escabiose é provocada por um ácaro que penetra nas camadas superficiais da pele. A presença do parasita pode provocar uma reação alérgica intensa, geralmente acompanhada de coceira e pequenas lesões.

De acordo com a infectologista Luísa Patrícia Fogarolli, o controle da doença depende de uma atenção especial ao ambiente familiar. O tratamento pode envolver medicamentos como ivermectina e permetrina, conforme avaliação médica.

Um dos principais cuidados, segundo a especialista, é tratar também os contatos próximos do paciente, mesmo quando essas pessoas ainda não apresentam sintomas. A medida é importante para evitar que o parasita continue circulando entre os moradores da mesma residência.

A recomendação é que pessoas diagnosticadas permaneçam afastadas das atividades por aproximadamente 24 a 48 horas após o início do tratamento, ajudando a reduzir o risco de transmissão.

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