WhatsApp Image 2026-07-16 at 10.54.35

Prefeito de Itanhandu permanece no cargo após votação na Câmara por denuncia de adolescente

01 itanhandu Prefeito de Itanhandu permanece no cargo após votação na Câmara por denuncia de adolescenteProcesso político-administrativo foi analisado pelos vereadores após denúncia envolvendo um adolescente;

cinco parlamentares votaram pela cassação, mas número não alcançou o necessário

O prefeito de Itanhandu, Paulo Henrique Pinto Monteiro (Podemos), permanece no cargo após a Câmara Municipal concluir, na noite de segunda-feira (17), a análise de um processo político-administrativo instaurado a partir de uma denúncia envolvendo um adolescente de 16 anos.

A votação ocorreu após a apresentação do relatório final da Comissão Processante, criada para apurar as acusações. Dos nove vereadores, cinco votaram pela cassação do prefeito e quatro se posicionaram contra. Como o número mínimo de votos exigido não foi alcançado, o mandato foi mantido.

O processo analisou duas possíveis infrações político-administrativas atribuídas ao prefeito: a prática de ato considerado incompatível com a dignidade e o decoro do cargo e uma suposta omissão ou negligência na defesa de bens, rendas, direitos ou interesses do município sob sua administração.

A Comissão Processante foi instalada em maio, depois que a Câmara recebeu denúncias relacionadas ao prefeito e a um adolescente. A abertura da investigação foi aprovada anteriormente pelo Legislativo por sete votos a um.

A comissão teve Vinícius Lamin (MDB) como presidente, Mário Cardoso Júnior (Avante) na relatoria e Luiz Fernando (União) como membro.

Durante o processo, a defesa do prefeito questionou aspectos da condução dos trabalhos e alegou problemas relacionados à inclusão de documentos, à organização das reuniões e às oitivas realizadas pela comissão.

Também foram contestadas as provas apresentadas na investigação. Segundo a defesa, não haveria elementos suficientes para comprovar coação ou constrangimento do adolescente para comparecer à Prefeitura. A defesa também questionou a forma como trechos de áudios foram extraídos de um aparelho celular e sustentou que o material poderia estar fora de contexto.

Votação

Cinco vereadores votaram pela cassação:

  • Cleberson José Guimarães Gonçalves (PSDB);
  • D’avid da Silva Inácio (PSDB);
  • Elisson Meireles Lamin Jerônimo (PRD), suplente do vereador Rivaldo de Freitas;
  • Luiz Fernando da Fonseca (União);
  • Vinícius Lamin da Fonseca (MDB).

Votaram contra a cassação:

  • Éder de Almeida Pinto Benício (Podemos), presidente da Câmara;
  • Ellison Filadelfo Lopes (PP);
  • Mário Cardoso Junior (Avante);
  • Pierre Caetano Ferreira (PSB).

Com cinco votos favoráveis à perda do mandato, a proposta não atingiu a quantidade necessária para a cassação, e Paulo Henrique Pinto Monteiro segue à frente da Prefeitura de Itanhandu.

Investigação também foi conduzida pela Polícia Civil

Além da apuração realizada pela Câmara, o caso também foi investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

Segundo a corporação, o procedimento começou depois que o adolescente procurou a delegacia acompanhado dos responsáveis legais e relatou ter recebido contatos insistentes por meio de aplicativo de mensagens, que teriam sido feitos pelo prefeito.

Após a realização de depoimentos e a análise dos materiais reunidos durante a investigação, Paulo Henrique Pinto Monteiro foi indiciado com base no artigo 147 do Código Penal, referente ao crime de perseguição. O procedimento foi encaminhado à Justiça da Comarca de Itanhandu.

Por envolver adolescente, a Polícia Civil informou que não divulgaria outros detalhes do caso para preservar a vítima e o andamento do procedimento.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais também informou que o processo tramita em segredo de justiça, em razão do envolvimento de menor de idade.

A decisão da Câmara diz respeito ao processo político-administrativo e à permanência do prefeito no cargo. A investigação conduzida pelas autoridades policiais e o processo judicial seguem em suas respectivas esferas.

.